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CARTAS QUE NUNCA FORAM ENVIADAS

  Eu li a primeira carta: ela falava sobre amor. A segunda, sobre perdão. A terceira, foi a alguém que amei. Mas a quarta… ah, a quarta me chamou atenção: ela falava sobre mim. Quando a abri, quase chorei. Existia uma “eu” que não conseguia ser feliz, que foi pisoteada, que teve mais ilusões amorosas do que qualquer um poderia aguentar. Existia uma “eu” que não soube falar, que não soube sentir, que sentiu demais, que se feriu, que procurou remédio onde só havia dor — e que, mesmo assim, transformou a versão que lia aquela carta em alguém forte, decidida, cheia de si. Essa carta falava de todos os temas antigos, de todos os outros já escritos. Mas ela, apenas ela, estava endereçada, selada, pronta para ser enviada — e nunca chegou ao destinatário. O envelope era bonito, tinha cor, mas já estava desgastado. Não ousei enviá-la. Falava de coisas que pareciam comigo, mas não me pertenciam. Estava endereçada à antiga “eu”, aquela que não se vê mais em mim.  

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