Acredite.
E quando eu disser, acredite: eu te amo. Eu sei, nem sempre digo, mas eu te amo. No nosso cotidiano, nos momentos improváveis, em todas as críticas, nas desculpas não ditas, até nas conversas mais irritantes — eu te amo. E amo-te tanto que dói. Dói porque, às vezes, eu minto que não; te deixo pensar que tanto faz, que é algo para depois, que não gosto de ouvir-te falar o mesmo. Para ter certeza de que te amo, explico-me: seus cabelos são divinos (mesmo bagunçados); seu sorriso é de quem já aguentou muito (e ainda foi simpática); seu corpo carrega tudo o que você não enxerga quando se vê; seu jeito, às vezes chato, e ainda assim interessante; seu humor, ácido, mas divertido; suas muitas versões — da calma à inquietante; sua força, de quem não desistiu, mesmo que quisesse muito; seu amor, doce e apaixonante. Mesmo irritada, mesmo de cabeça cheia, escute-me: eu te amo. Eu me acostumei a falar de você apontando defeitos — alguns verdadeiros — e, mesmo que não pareça...
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