Acredite.
E quando eu disser, acredite: eu te amo.
Eu sei, nem sempre digo, mas eu te amo.
No nosso
cotidiano, nos momentos improváveis, em todas as críticas, nas desculpas não
ditas, até nas conversas mais irritantes — eu te amo.
E amo-te tanto que dói. Dói porque, às vezes, eu minto que não; te deixo pensar
que tanto faz, que é algo para depois, que não gosto de ouvir-te falar o mesmo.
Para ter certeza de que te amo, explico-me:
seus cabelos são divinos (mesmo bagunçados);
seu sorriso é de quem já aguentou muito (e ainda foi simpática);
seu corpo carrega tudo o que você não enxerga quando se vê;
seu jeito, às vezes chato, e ainda assim interessante;
seu humor, ácido, mas divertido;
suas muitas versões — da calma à inquietante;
sua força, de quem não desistiu, mesmo que quisesse muito;
seu amor, doce e
apaixonante.
Mesmo irritada,
mesmo de cabeça cheia, escute-me: eu te amo.
Eu me acostumei a
falar de você apontando defeitos — alguns verdadeiros — e, mesmo que não
pareça, eu te amo. Amo tanto que nem sei dizer, mas tento.
Portanto, quando
estiver em frente ao espelho e escutar um eu me amo, acredite em você.
.jpeg)

Comentários