AMORES!
Dos amores vividos aos não correspondidos, sempre há um toque de magia e alegria. Às vezes, carregamos a tristeza de não tê-lo, outras vezes, a alegria de saber que ele estará sempre ali.
Vivemos à espera do amor, sem querer procurá-lo, sem querer buscá-lo, sem querer oferecê-lo uma carona para que caminhe com suas próprias pernas até nós, sem pressa. Por outro lado, o forçamos, procuramos, buscamos, desejamos tanto que, antes mesmo de ele chegar, já o vemos partir. Ele veio apressado, sem tempo para ser perfeito. Mas, no fim, qual amor é perfeito? Na minha visão, nenhum dos dois. Ambos podem machucar, curar, ferir, sarar, chorar e sorrir.
Os amores são assim: capazes de tudo, e ainda mais. Sem deixar rastros, um dia todos se vão. Talvez deixem cicatrizes, mas sem nomes, sem origem, para que não saibamos de onde vieram, para que não haja qualquer conexão.
No fim, já não há amor, tanto o vivido quanto o não correspondido. O que restou foram apenas lembranças, sensações, e a compreensão de que, talvez, o verdadeiro amor não precise ser procurado, nem forçado, mas sim, vivido em seus próprios termos. O amor se transforma, se reinventa, e às vezes, só permanece na memória, como uma saudade silenciosa.
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