Nosso pior dia!!
Durante anos, eu odiei os primeiros dias de cada mês. Cada 1º de cada mês era como um golpe no peito, uma lembrança cruel do nosso pior dia, aquele que eu tentei apagar de todos os modos. Mês após mês, aqueles dias se tornaram símbolos do fim, do vazio que ficou em mim depois de você. A música que sempre tocava e me arrastava de volta para aquele momento, o nosso pior dia, eu a detestei com todas as forças. Ela me fazia reviver a dor, a perda, tudo o que eu não queria sentir. Até que um dia, sem querer, aprendi a amá-la. Não porque a dor tenha desaparecido, mas porque, de algum modo, ela ainda me conectava a você. Ela trazia sua presença, mesmo que de forma torturante. Eu aprendi a aceitá-la, a entendê-la, a ver nela algo mais do que apenas sofrimento.
Hoje, os
primeiros dias do mês ainda carregam aquele peso, ainda me lembram de tudo o
que passou. Mas agora, ao invés de resistir, eu tento viver esses dias com mais
calma, mais paciência. Não os vejo mais apenas como um lembrete da sua partida,
mas como uma oportunidade de recomeçar, de reconstruir. Talvez seja apenas uma
forma de me enganar, mas eu tento. Tento olhar para eles como um ponto de
partida, não como um fim. O nosso pior dia ainda vive em mim, mas agora ele é
só uma parte de algo maior, algo que, aos poucos, tento transformar em algo
mais leve. Em um novo capítulo.
Eu te amo
como da primeira vez que te vi, e continuo te amando, mesmo sabendo que não
mais te verei. A lembrança, antes árdua, agora conforta, porque sei que, mesmo
tendo te perdido, o tempo que vivemos juntos não foi em vão. Foi vivido com
alegria, companheirismo, amor e com a certeza de que sempre tivemos um ao outro
— em momentos de alegria e desespero, em sorrisos e lágrimas, em aconchego e
saudade. Mesmo depois de tudo, fico feliz de saber que fui sua princesa e você,
meu cavaleiro de armadura.
01/04/2002 - 01/12/2018.
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